Finge que estás feliz...
Dou-te esse privilégio.
Qual? O de não te desmascarar.
Aparece em público a sorrir
Vá não te apoquentes!
E eu finjo que não estás a fingir...
Vai, faz de conta que te banhas em glória
Porque eu sei (e tu também)
Dessa tua triste história.
Oh coitado de ti, que ao dó atentas
Sei que estás miserável e só me rio
Porque o ser inantingível, forte e frio
Não passa de um papel que representas.
Monday, July 14, 2008
Thursday, July 3, 2008
Banalizar o conceito: nova técnica de defesa do Ego
Acredite-se ou não, os traidores são aqueles a quem a traição mais dói.
Então porque traem eles?
E porque continuam eles a trair?
Porque pensam que ao banalizarem a situação aliviam a carga dolorosa da mesma...
"Traíste-me e então??!! Já o fiz milhões de vezes!"
É tão insignificante não é?
Mostrem-me coisas novas!
Então porque traem eles?
E porque continuam eles a trair?
Porque pensam que ao banalizarem a situação aliviam a carga dolorosa da mesma...
"Traíste-me e então??!! Já o fiz milhões de vezes!"
É tão insignificante não é?
Mostrem-me coisas novas!
Monday, June 30, 2008
"Agarrada pelo cachaço"
Ele escolhe
Ela submete-se
Ele vive
Ela sobrevive
Ele decide
Ela subordina
Ele manda
Ela finge que não faz
Ele fala
Ela finge que não ouve
Ele magoa
Ela finge que não dói
Ele mata
Ela finge estar viva
Mas quando a vêem
(e olhar não é o mesmo que ver)
Comentam para dentro
"Lá vai mais uma agarrada pelo cachaço!"
Ele justifica-se com um contrato.
Ela justifica-se com o amor...
Ela submete-se
Ele vive
Ela sobrevive
Ele decide
Ela subordina
Ele manda
Ela finge que não faz
Ele fala
Ela finge que não ouve
Ele magoa
Ela finge que não dói
Ele mata
Ela finge estar viva
Mas quando a vêem
(e olhar não é o mesmo que ver)
Comentam para dentro
"Lá vai mais uma agarrada pelo cachaço!"
Ele justifica-se com um contrato.
Ela justifica-se com o amor...
Thursday, June 5, 2008
Fénix
Altiva na noite ela sossegaFénix de nome amaldiçoada
Traz nas cinzas raiva cega
E renasce já irada
Estica as penas inflamadas
De promiscuidade vulcana
E com labaredas desvairadas
Ela mata aquilo que ama
Com as coisas amadas extintas
Volta a Fénix ao descanso
Mas dizem que de quando a quando
Renasce a Fénix das cinzas
Para devorar pela chama
Tudo aquilo que ainda ama...
"I'm gonna burn in Hell but not without you by my side!"
Gently murdered
Arrepiei caminho e deixei-te para trás
O meu egoísmo forçou-me a escolher
Não à falta de te amar
Mas porque não vi opção senão correr...
O presente triste e sorridente
Espelha o passado choroso e contente.
E eu continuo a ver-te porque tu não sais da minha frente
Eu continuo a ouvir-te porque tu não páras de gritar por mim
Eu continuo a sentir-te porque nunca paraste de me tocar
Eu continuo a ter-te porque nunca saíste de dentro de mim
Fazendo escolhas...
Só assim sei que estou viva!
Quando aquilo que amo
Não é aquilo que me faz feliz
Então resta-me escolher a felicidade.
Ainda que a saudade me morda...
Ainda que as dores sejam lancinantes...
Ainda que sejas TU a pedir-me...
Não voltarei ao local onde fui gentilmente assassinada pela tua pessoa!
"There's a curse between us...between me and you!"
O meu egoísmo forçou-me a escolher
Não à falta de te amar
Mas porque não vi opção senão correr...
O presente triste e sorridente
Espelha o passado choroso e contente.
E eu continuo a ver-te porque tu não sais da minha frente
Eu continuo a ouvir-te porque tu não páras de gritar por mim
Eu continuo a sentir-te porque nunca paraste de me tocar
Eu continuo a ter-te porque nunca saíste de dentro de mim
Fazendo escolhas...
Só assim sei que estou viva!
Quando aquilo que amo
Não é aquilo que me faz feliz
Então resta-me escolher a felicidade.
Ainda que a saudade me morda...
Ainda que as dores sejam lancinantes...
Ainda que sejas TU a pedir-me...
Não voltarei ao local onde fui gentilmente assassinada pela tua pessoa!
"There's a curse between us...between me and you!"
Tuesday, May 20, 2008
Diamantes lapidados...
Há pessoas que quando encontram diamantes, ainda em bruto, apaixonam-se por eles, pelo seu valor. E mandam lapidá-los para que estes adoptem a forma que mais lhes agrada. Então depois de lapidado, o diamante ganha uma forma completamente diferente da anterior: fica brilhante, resplandecente e, acima de tudo, o seu valor aumenta perante aqueles que o observam.Mas este diamante lapidado, já não é o diamante original, mas sim o reflexo da pessoa que o encontrou. E também já não é único, é igual a tantos outros diamantes.Também há pessoas que encontram os diamantes em bruto, e os admiram pela sua forma tosca, pela sua falta de brilho e pela sua originalidade única na Natureza. Apaixonam-se pelos seus defeitos, ignorando a sua possível perfeição.Para estas pessoas é impensável lapidar o diamante, pois têm medo que, ao lapidá-lo, alterem a sua forma anterior pela qual se apaixonaram. E não se interessam se o diamante agrada aos outros ou não, pois ele aos seus olhos terá sempre o mesmo valor.A diferença entre as primeiras pessoas e as segundas, é que as primeiras depois de lapidarem o diamante, este deixa de ter o valor que tinha em bruto aos seus olhos e começa a ter valor aos olhos dos outros que observam a sua beleza, contudo, perde todo o interesse para a pessoa que o encontrou. Essa pessoa deixa de gostar do diamante e passa a gostar da boa impressão que o diamante transmite.As segundas pessoas por nunca terem alterado o seu diamante, vivem eternamente apaixonadas por ele. O diamante aos seus olhos será sempre único e especial pois conhecem a sua verdadeira essência. Estas pessoas apaixonam-se pelo diamante e não pelas opiniões das outras pessoas que observam o seu diamante.Por isso quando encontrares um diamante em bruto, apaixona-te por ele, ama todos os seus defeitos, vê nele a perfeição... mas jamais o lapides...pois quando o fizeres estarás a tirar-lhe valor perante ti e a valorizá-lo perante os outros.E aí tu já não gostas do teu diamante, apenas gostas que os outros gostem dele...
Aos olhos ouro, à alma cobre...
O meu menino é de cobre e eu penso que ele é de ouro.Aos meus olhos ele brilha como ouro, é valioso como ouro, espanta como ouro, agrada como ouro...Mas às vezes não o vejo com os meus olhos, mas sim com a minha alma. E o meu menino já não é ouro, é cobre.Feio como cobre, sem valor como cobre, imperfeito como cobre, sem brilho nem interesse como cobre...A primeira vez que vi o meu menino ele era cobre. A segunda vez que vi o meu menino ele era ouro. A última vez que vi o meu menino, usei os olhos e ele era ouro, usei a alma e ele era cobre.Agora já não vejo o meu menino com a alma...Prefiro que ele seja uma miragem de ouro, que uma lembrança de cobre...
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