Wednesday, January 5, 2011
Vou escravizar-te.
Parece-te bem?
És a minha aquisição sadista do momento!
Chamemos-lhe capricho sadicamente requintado...
Agora ajoelha-te!
Isso mesmo. Verga a mim a tua vontade.
Ficarás assim até que a dor cervical te consuma
Primeiro a essência, depois a carne
Sentes o limbo estático de lembranças em que te larguei
A ferrar-te as chagas?
Não as deixarei fechar, prometo-te.
Aceita a coleira do tempo
Vou passear-te pela minha trela de misericórdia
Quero que o mundo te veja a seguir-me de joelhos
Atrelado. Sujeito. Diminuído.Obrigado. Vergado.
A MIM!
Sentirás então a agonia e o prazer
A agonia da prisão e o prazer de venerares a minha pessoa.
Adula a minha petulência!
Verga-te! Já!
Nasceste para isto!!!
"Just remember: when you think you're free, the crack inside your fucking heart is me..."
Parece-te bem?
És a minha aquisição sadista do momento!
Chamemos-lhe capricho sadicamente requintado...
Agora ajoelha-te!
Isso mesmo. Verga a mim a tua vontade.
Ficarás assim até que a dor cervical te consuma
Primeiro a essência, depois a carne
Sentes o limbo estático de lembranças em que te larguei
A ferrar-te as chagas?
Não as deixarei fechar, prometo-te.
Aceita a coleira do tempo
Vou passear-te pela minha trela de misericórdia
Quero que o mundo te veja a seguir-me de joelhos
Atrelado. Sujeito. Diminuído.Obrigado. Vergado.
A MIM!
Sentirás então a agonia e o prazer
A agonia da prisão e o prazer de venerares a minha pessoa.
Adula a minha petulência!
Verga-te! Já!
Nasceste para isto!!!
"Just remember: when you think you're free, the crack inside your fucking heart is me..."
Saturday, April 3, 2010
Senhor Diabrete
"Diga-me Senhor Diabrete
Porque se ri?"
Sempre que O olho ri-se!
Sentado ao lado do coração que me domina
Ele ri-se.
Ri-se porque me conhece.
Porque se ri?"
Sempre que O olho ri-se!
Sentado ao lado do coração que me domina
Ele ri-se.
Ri-se porque me conhece.
Thursday, March 19, 2009
Dilema de Louis

Eis o Dilema de Louis...
Matar uma vítima, saciar a sede e perder a única réstia de humanidade que ainda tem em si...ou alimentar-se de ratos a eternidade sem conhecer o que é saciar a sua sede.
A primeira opção leva Louis a chorar na campa da vitima....a segunda opção é um Louis infeliz, insatisfeito e incompleto.
Perdoa-me por chorar na tua campa...Mas viver é escolher...
Friday, March 13, 2009
Síndroma de Joker

O Síndroma de Joker é uma doença mental, cujo principal sintoma é a vontade ávida com que o indivíduo afectado fica de rasgar sorrisos nas caras das pessoas.
Esta doença deriva de uma situação social, em que a pessoa vítima do Síndroma de Joker sente que merece mais sorrisos do que aqueles que recebe, e começa a conceber uma fantasia interior de que o Mundo seria melhor se todos sorrissem. Em busca deste ideal quixotesco, o indivíduo começa a imaginar como seria pegar num objecto cortante e ir rasgando sorrisos à sua volta, enquanto repete mentalmente a frase: "Porque é que estás tão sério? Vamos lá meter um sorriso nessa cara!".
O Síndroma de Joker enquadra-se nas patologias mentais, na medida em que o indivíduo afectado só quer ver as pessoas felizes, impedindo-o a sua fantasia interior de escolher quais os melhores meios. O indivíduo encontra portanto, a sua capacidade de discernimento afectada pela sua obsessão pela demonstração da felicidade alheia. Logo, se não há capacidade de distinção entre o Bem e o Mal, pois o indivíduo pensa que está a agir para bem dos outros, também não há responsabilidade nem culpabilização em relação ao mesmo.
O Síndrome de Joker afecta toda a população simpática e lúcida, independentemente da idade ou sexo. A única maneira de combater esta patologia é sorrindo de volta às pessoas com as quais convivemos. Se todos sorrirem evita-se que alguns queiram rasgar sorrisos nas caras dos outros!
"Why are you so serious? Let's put a smile on that face!"
Crime e Castigo
Tuesday, January 13, 2009
You are the weakest link. Bye Bye!
Então adeus, amigo...
As doenças da Humanidade corromperam-te
Infiltraram-se na tua mente
Alojaram-se nas entranhas da sapiência
E contaminaram-te o espírito.
A tua visão é agora turva.
Tu! Que nunca te renderias!
Tu! Que nunca nos abandonarias!
Tu! Que nunca nos trairias!
TU! FOSTE O PRIMEIRO A FAZÊ-LO!!!
Os teus gritos são agora inúteis.
Eu sei que temes que a estupidez te venha a dar dores...
"Quanto mais nos aproximamos dos nossos inimigos, menos vivemos sem eles..."
As doenças da Humanidade corromperam-te
Infiltraram-se na tua mente
Alojaram-se nas entranhas da sapiência
E contaminaram-te o espírito.
A tua visão é agora turva.
Tu! Que nunca te renderias!
Tu! Que nunca nos abandonarias!
Tu! Que nunca nos trairias!
TU! FOSTE O PRIMEIRO A FAZÊ-LO!!!
Os teus gritos são agora inúteis.
Eu sei que temes que a estupidez te venha a dar dores...
"Quanto mais nos aproximamos dos nossos inimigos, menos vivemos sem eles..."
Monday, December 8, 2008
Cavalheiro em palco
Cavalheiro em palco
E eu presa pelas asas
A olhar para cima
A decifrar uma maneira de voar
Acorrentada à Moral
Ignorei o cavalheiro em palco
Mas depressa pensei bem alto
Nunca desistir com pressa tal
E com a minha vontade a ganhar
Eu pensei de mim para mim
"Lá vou eu caçar o jantar...
Nunca vi oblíquo assim!"
"Aos cavalheiros da linha da frente (...)"
E eu presa pelas asas
A olhar para cima
A decifrar uma maneira de voar
Acorrentada à Moral
Ignorei o cavalheiro em palco
Mas depressa pensei bem alto
Nunca desistir com pressa tal
E com a minha vontade a ganhar
Eu pensei de mim para mim
"Lá vou eu caçar o jantar...
Nunca vi oblíquo assim!"
"Aos cavalheiros da linha da frente (...)"
Friday, December 5, 2008
Sou de ningúem
Percorro a via errada
Como se tivesse sido obrigada
A desviar o meu caminho
Pois a estrada que pretendia
Foi amavelmente cortada
Por outro alguém que não eu
Vivo num estado onírico
Não estou bem, nem estou mal
Não estou coisa nenhuma
Porque sou de ninguém
Orgulho-me de ser só minha
Neste egoísmo niilista em que mergulhei
Onde saber nadar não adianta
Pois ninguém me ensinou a contrariar o Destino
Por ser a besta de ninguém
Acabarei sozinha
Sozinha e livre
Com aquela liberdade que a nada sabe
E que no entanto é gozada
Porque é minha e não a partilho
Sou de ninguém
Soa quase como uma sentença
Ninguém me possui
E eu! Que sempre fui propriedade privada de outrém...
...vejo-me agora livre
Sou de ninguém
E tenho sequelas
Aquelas que não me permitem amar
Sou de ninguém
Porque já ninguém me prende
Os corações alheios
Finam em mim
Porque eu... eu sou de ninguém
Nasci selvagem...
Como se tivesse sido obrigada
A desviar o meu caminho
Pois a estrada que pretendia
Foi amavelmente cortada
Por outro alguém que não eu
Vivo num estado onírico
Não estou bem, nem estou mal
Não estou coisa nenhuma
Porque sou de ninguém
Orgulho-me de ser só minha
Neste egoísmo niilista em que mergulhei
Onde saber nadar não adianta
Pois ninguém me ensinou a contrariar o Destino
Por ser a besta de ninguém
Acabarei sozinha
Sozinha e livre
Com aquela liberdade que a nada sabe
E que no entanto é gozada
Porque é minha e não a partilho
Sou de ninguém
Soa quase como uma sentença
Ninguém me possui
E eu! Que sempre fui propriedade privada de outrém...
...vejo-me agora livre
Sou de ninguém
E tenho sequelas
Aquelas que não me permitem amar
Sou de ninguém
Porque já ninguém me prende
Os corações alheios
Finam em mim
Porque eu... eu sou de ninguém
Nasci selvagem...
Crise existencial da inquietude
É como dissipar...
Como se a essência do que me mantém
Tivesse simplesmente partido
E penso em Lavoisier
E que nada se perde, tudo se transforma
Não sei no que me estou a transformar
Só sei que não gosto
O caminho certo sabe mal
O meu espírito repudia a rectidão
Nasci do esterco
É a lá que pertenço
Quero-me de volta
Preciso-me de volta
Alguém me desencaminhe por favor!
Eu não fui feita para ser boa
Eu não fui feita para perder
E cansada eu anseio pelo vício
Quero os meus pecados de volta
E recometê-los um a um
Tiraram-me das Trevas
E esta Luz está-me a cegar
Eu não estava preparada...
Quero a minha escuridão
Ela corre-me nas veias
Está-me na genética
Entranhada na hélice de ADN
Esta coisa que me vejo
Não sou eu! Este ser tão... pobre!
Eu respiro pernícia
Sou de origem malévola
Talvez a minha casta estivesse podre...
Como se a essência do que me mantém
Tivesse simplesmente partido
E penso em Lavoisier
E que nada se perde, tudo se transforma
Não sei no que me estou a transformar
Só sei que não gosto
O caminho certo sabe mal
O meu espírito repudia a rectidão
Nasci do esterco
É a lá que pertenço
Quero-me de volta
Preciso-me de volta
Alguém me desencaminhe por favor!
Eu não fui feita para ser boa
Eu não fui feita para perder
E cansada eu anseio pelo vício
Quero os meus pecados de volta
E recometê-los um a um
Tiraram-me das Trevas
E esta Luz está-me a cegar
Eu não estava preparada...
Quero a minha escuridão
Ela corre-me nas veias
Está-me na genética
Entranhada na hélice de ADN
Esta coisa que me vejo
Não sou eu! Este ser tão... pobre!
Eu respiro pernícia
Sou de origem malévola
Talvez a minha casta estivesse podre...
Thursday, September 11, 2008
Cavaleiro do abismo
Ao caminhares tão perto
do abismo
Desafias o destino
Que aterroriza todos aqueles
Que te observam.
Adoras o arfar
Da multidão,
O bramido no ar,
O terror que causas,
O furor que provocas,
A histeria aumenta.
O pânico, a tensão, o terror...
Ele cairá?
Ele atrever-se-á?
Ele morrerá?
Conseguirá?
São?
Salvo?
Ou ensanguentado?
Andas perto do abismo
Desafias o abismo,
Zombas do Destino
Pões em risco os nossos corações,
E a tua vida,
E a que preço?
Glória?
Gentilmente cedido por uma grande amiga e postado à memória dela...
Ao que parece ela conhecia-me melhor do que eu...
do abismo
Desafias o destino
Que aterroriza todos aqueles
Que te observam.
Adoras o arfar
Da multidão,
O bramido no ar,
O terror que causas,
O furor que provocas,
A histeria aumenta.
O pânico, a tensão, o terror...
Ele cairá?
Ele atrever-se-á?
Ele morrerá?
Conseguirá?
São?
Salvo?
Ou ensanguentado?
Andas perto do abismo
Desafias o abismo,
Zombas do Destino
Pões em risco os nossos corações,
E a tua vida,
E a que preço?
Glória?
Gentilmente cedido por uma grande amiga e postado à memória dela...
Ao que parece ela conhecia-me melhor do que eu...
Monday, July 14, 2008
Mascarado
Finge que estás feliz...
Dou-te esse privilégio.
Qual? O de não te desmascarar.
Aparece em público a sorrir
Vá não te apoquentes!
E eu finjo que não estás a fingir...
Vai, faz de conta que te banhas em glória
Porque eu sei (e tu também)
Dessa tua triste história.
Oh coitado de ti, que ao dó atentas
Sei que estás miserável e só me rio
Porque o ser inantingível, forte e frio
Não passa de um papel que representas.
Dou-te esse privilégio.
Qual? O de não te desmascarar.
Aparece em público a sorrir
Vá não te apoquentes!
E eu finjo que não estás a fingir...
Vai, faz de conta que te banhas em glória
Porque eu sei (e tu também)
Dessa tua triste história.
Oh coitado de ti, que ao dó atentas
Sei que estás miserável e só me rio
Porque o ser inantingível, forte e frio
Não passa de um papel que representas.
Thursday, July 3, 2008
Banalizar o conceito: nova técnica de defesa do Ego
Acredite-se ou não, os traidores são aqueles a quem a traição mais dói.
Então porque traem eles?
E porque continuam eles a trair?
Porque pensam que ao banalizarem a situação aliviam a carga dolorosa da mesma...
"Traíste-me e então??!! Já o fiz milhões de vezes!"
É tão insignificante não é?
Mostrem-me coisas novas!
Então porque traem eles?
E porque continuam eles a trair?
Porque pensam que ao banalizarem a situação aliviam a carga dolorosa da mesma...
"Traíste-me e então??!! Já o fiz milhões de vezes!"
É tão insignificante não é?
Mostrem-me coisas novas!
Monday, June 30, 2008
"Agarrada pelo cachaço"
Ele escolhe
Ela submete-se
Ele vive
Ela sobrevive
Ele decide
Ela subordina
Ele manda
Ela finge que não faz
Ele fala
Ela finge que não ouve
Ele magoa
Ela finge que não dói
Ele mata
Ela finge estar viva
Mas quando a vêem
(e olhar não é o mesmo que ver)
Comentam para dentro
"Lá vai mais uma agarrada pelo cachaço!"
Ele justifica-se com um contrato.
Ela justifica-se com o amor...
Ela submete-se
Ele vive
Ela sobrevive
Ele decide
Ela subordina
Ele manda
Ela finge que não faz
Ele fala
Ela finge que não ouve
Ele magoa
Ela finge que não dói
Ele mata
Ela finge estar viva
Mas quando a vêem
(e olhar não é o mesmo que ver)
Comentam para dentro
"Lá vai mais uma agarrada pelo cachaço!"
Ele justifica-se com um contrato.
Ela justifica-se com o amor...
Thursday, June 5, 2008
Fénix
Altiva na noite ela sossegaFénix de nome amaldiçoada
Traz nas cinzas raiva cega
E renasce já irada
Estica as penas inflamadas
De promiscuidade vulcana
E com labaredas desvairadas
Ela mata aquilo que ama
Com as coisas amadas extintas
Volta a Fénix ao descanso
Mas dizem que de quando a quando
Renasce a Fénix das cinzas
Para devorar pela chama
Tudo aquilo que ainda ama...
"I'm gonna burn in Hell but not without you by my side!"
Gently murdered
Arrepiei caminho e deixei-te para trás
O meu egoísmo forçou-me a escolher
Não à falta de te amar
Mas porque não vi opção senão correr...
O presente triste e sorridente
Espelha o passado choroso e contente.
E eu continuo a ver-te porque tu não sais da minha frente
Eu continuo a ouvir-te porque tu não páras de gritar por mim
Eu continuo a sentir-te porque nunca paraste de me tocar
Eu continuo a ter-te porque nunca saíste de dentro de mim
Fazendo escolhas...
Só assim sei que estou viva!
Quando aquilo que amo
Não é aquilo que me faz feliz
Então resta-me escolher a felicidade.
Ainda que a saudade me morda...
Ainda que as dores sejam lancinantes...
Ainda que sejas TU a pedir-me...
Não voltarei ao local onde fui gentilmente assassinada pela tua pessoa!
"There's a curse between us...between me and you!"
O meu egoísmo forçou-me a escolher
Não à falta de te amar
Mas porque não vi opção senão correr...
O presente triste e sorridente
Espelha o passado choroso e contente.
E eu continuo a ver-te porque tu não sais da minha frente
Eu continuo a ouvir-te porque tu não páras de gritar por mim
Eu continuo a sentir-te porque nunca paraste de me tocar
Eu continuo a ter-te porque nunca saíste de dentro de mim
Fazendo escolhas...
Só assim sei que estou viva!
Quando aquilo que amo
Não é aquilo que me faz feliz
Então resta-me escolher a felicidade.
Ainda que a saudade me morda...
Ainda que as dores sejam lancinantes...
Ainda que sejas TU a pedir-me...
Não voltarei ao local onde fui gentilmente assassinada pela tua pessoa!
"There's a curse between us...between me and you!"
Tuesday, May 20, 2008
Diamantes lapidados...
Há pessoas que quando encontram diamantes, ainda em bruto, apaixonam-se por eles, pelo seu valor. E mandam lapidá-los para que estes adoptem a forma que mais lhes agrada. Então depois de lapidado, o diamante ganha uma forma completamente diferente da anterior: fica brilhante, resplandecente e, acima de tudo, o seu valor aumenta perante aqueles que o observam.Mas este diamante lapidado, já não é o diamante original, mas sim o reflexo da pessoa que o encontrou. E também já não é único, é igual a tantos outros diamantes.Também há pessoas que encontram os diamantes em bruto, e os admiram pela sua forma tosca, pela sua falta de brilho e pela sua originalidade única na Natureza. Apaixonam-se pelos seus defeitos, ignorando a sua possível perfeição.Para estas pessoas é impensável lapidar o diamante, pois têm medo que, ao lapidá-lo, alterem a sua forma anterior pela qual se apaixonaram. E não se interessam se o diamante agrada aos outros ou não, pois ele aos seus olhos terá sempre o mesmo valor.A diferença entre as primeiras pessoas e as segundas, é que as primeiras depois de lapidarem o diamante, este deixa de ter o valor que tinha em bruto aos seus olhos e começa a ter valor aos olhos dos outros que observam a sua beleza, contudo, perde todo o interesse para a pessoa que o encontrou. Essa pessoa deixa de gostar do diamante e passa a gostar da boa impressão que o diamante transmite.As segundas pessoas por nunca terem alterado o seu diamante, vivem eternamente apaixonadas por ele. O diamante aos seus olhos será sempre único e especial pois conhecem a sua verdadeira essência. Estas pessoas apaixonam-se pelo diamante e não pelas opiniões das outras pessoas que observam o seu diamante.Por isso quando encontrares um diamante em bruto, apaixona-te por ele, ama todos os seus defeitos, vê nele a perfeição... mas jamais o lapides...pois quando o fizeres estarás a tirar-lhe valor perante ti e a valorizá-lo perante os outros.E aí tu já não gostas do teu diamante, apenas gostas que os outros gostem dele...
Aos olhos ouro, à alma cobre...
O meu menino é de cobre e eu penso que ele é de ouro.Aos meus olhos ele brilha como ouro, é valioso como ouro, espanta como ouro, agrada como ouro...Mas às vezes não o vejo com os meus olhos, mas sim com a minha alma. E o meu menino já não é ouro, é cobre.Feio como cobre, sem valor como cobre, imperfeito como cobre, sem brilho nem interesse como cobre...A primeira vez que vi o meu menino ele era cobre. A segunda vez que vi o meu menino ele era ouro. A última vez que vi o meu menino, usei os olhos e ele era ouro, usei a alma e ele era cobre.Agora já não vejo o meu menino com a alma...Prefiro que ele seja uma miragem de ouro, que uma lembrança de cobre...
Friday, April 11, 2008
Amor curado
O meu amor já não é cego.
A loucura devolveu-lhe os olhos e abandonou-o.
Recusa-se a guiá-lo por mais tempo...
O meu amor voltou a ver!
E de tanto tempo ter estado cego
Não sabe como lidar com isto.
Com a visão perdeu a virtude do toque...
...o gosto da sensação...
O meu amor recuperou a visão.
Nunca mais voltou a ser o mesmo...
O meu amor está curado
E agora odeia a loucura.
A loucura devolveu-lhe os olhos e abandonou-o.
Recusa-se a guiá-lo por mais tempo...
O meu amor voltou a ver!
E de tanto tempo ter estado cego
Não sabe como lidar com isto.
Com a visão perdeu a virtude do toque...
...o gosto da sensação...
O meu amor recuperou a visão.
Nunca mais voltou a ser o mesmo...
O meu amor está curado
E agora odeia a loucura.
Tuesday, March 25, 2008
Pax
Não tenho paz dentro de mim
Vivo o tumulto constante
Exigência extrema da existência
Queria deitar-me e encontrar abrigo
Um lugar seguro no meio da imundice
Procuro em vão
Quero a paz que não tenho
(Feliz aquele que dorme à noite!)
Anseio pela paz que não tenho
(Feliz aquele que ignora o mundo!)
Admiro os virtuosos que a alcançam
A fúria histéria da raiva que me consome
E tenho em mim lutas e sangue
De umas outras batalhas que não planeei travar
Que não se existem sequer
Toda a minha génese é um conflito auspicioso
Interminavelmente hediondo, profano
Contra tudo, especialmente contra mim
Enveneno-me a mim mesma em busca de solução
A minha vida é uma sátira bélica
E eu sou o objecto da comédia
Vivo o tumulto constante
Exigência extrema da existência
Queria deitar-me e encontrar abrigo
Um lugar seguro no meio da imundice
Procuro em vão
Quero a paz que não tenho
(Feliz aquele que dorme à noite!)
Anseio pela paz que não tenho
(Feliz aquele que ignora o mundo!)
Admiro os virtuosos que a alcançam
A fúria histéria da raiva que me consome
E tenho em mim lutas e sangue
De umas outras batalhas que não planeei travar
Que não se existem sequer
Toda a minha génese é um conflito auspicioso
Interminavelmente hediondo, profano
Contra tudo, especialmente contra mim
Enveneno-me a mim mesma em busca de solução
A minha vida é uma sátira bélica
E eu sou o objecto da comédia
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